"(...) Grande parte dos alunos que se iniciam nas atividades de extensão não tem a devida
noção da dimensão que a envolve e a vêem com uma forma de praticar aquilo que aprendeu
em sala de aula e/ou realizar apenas uma atividade social, mais de cunho assistencialista. Só
depois que adquirem uma certa experiência é que começam a ter um real entendimento e
conhecimento dos problemas que envolvem a prática da extensão. Problemas estes que
surgem para o aluno quando ele toma conhecimento de suas limitações, das limitações de sua
instituição e dos problemas e expectativas que a sociedade tem em torno das atividades de
extensão. Esses problemas e limitações permitem não somente ao aluno, mas também a
professores e demais pessoas envolvidas com a prática de extensão, a reflexão sobre o fazer
dessa atividade e isso contribui para a geração de novos conhecimentos. É aquilo que a
academia chama de práxis. Daí porque a extensão deve estar inter-relacionada com o ensino e
a pesquisa, pois através da observação dos fenômenos sociais há a reflexão que deve resultar
em pesquisa para a geração de novos conhecimentos. LUCKESI et al (apud CASTRO &
BOTTENTUIT, 2003) argumenta que a comunidade universitária “precisa comprometer-se
com a reflexão, criando-a, provocando-a, permitindo-a e lutando continuamente para
conquistar espaços de liberdade que assegurem a reflexão”. Também afirma que a realidade
deve ser “percebida, questionada, avaliada, estudada e entendida em todos os ângulos e relações, com rigor para que possa ser continuamente transformada”(...)
Comentário: Usei esse artigo como base para explicar como, por muitas vezes, a prática extensionista é vista pelos alunos. Intitulei meu blog como: 'Práticas Extensionistas: Diversificação de saberes', pelo simples fato de que a Prática Extensionista é uma troca mútua de saberes, aprendizados, formas de ver a realidade, de resolver problemas, de crescimento entre partes relacionadas. O artigo expõe que, de princípio, os alunos podem enxergar a Prática como apenas mais uma disciplina e com o passar do tempo acabam notando quão grande é a importância dela. A partir da interação, da resolução de problemas, das práticas assistencialistas, da preocupação com o outro é que notamos como nos portamos diante de várias situações ou até onde podemos ir. O artigo também expõe a importância da reflexão. Ao meu ver, a reflexão é de tamanha importância para a Prática Extensionista, pois é pensando que achamos maneiras de ajudar ao outro e de modificar a realidade. A Prática nos ajuda a não ficar parados diante da realidade e acima de tudo, não aceitar a realidade sem tentar modificá-la.
A Experiência Discente Em Práticas Extensionistas. Autora: Cláudia Doriana Silveira.
Disponível em: http://www.ufmg.br/proex/arquivos/7Encontro/Educa9.pdf

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